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| Cantinho da Sandra Santos |
Nossa! Faz tanto tempo que não venho aqui. Resolvi voltar, por influencia do meu amigo jornalista Rondineli Gonzalez e seu blog no qual participo mandando algumas coisas. Claro que nada sério, afinal ele e meu outro amigo, também jornalista, Adércio Dias, me acusam sempre de nao fazer nada e ficar na internet o dia todo. Claro que isso é uma inverdade. Até porque o que envio ao Rondineli são mensagens enviadas a mim por dois outros amigos que, assim como eu, trabalham muito utilizando a internet. Esses dois , o Carlos Maus, outro jornalista e o Leo Bocatios, competentissimo locutor, passam o tempo me enviando belas mensagens que me não posso ser egoista. Devo repassar para todos. Quanta injustiça para com essa pessoa que só tem me mente ajudar os mais necessitados nas suas atualizações semanais em seus blogs.
Gente, eu estava relendo as coisas que postei aqui e cheguei a conclusao que reescreveria quase tudo. Pensei em cancelar este blog e começar outro. Mas depois mudei de ideia e resolvi seguir com este.
Algo me aconteceu há uma semana. Algo incomum para mim que costumo beber apenas coca cola. Numa destas saidas com amigos, como nao estava dirigindo, resolvi beber caipirinha. Acontece que gostei tanto que resolvi beber outra. E então comecei a ficar estranha, tudo começava a girar, mas nao girava tanto. Comecei a beber a terceira. Azedinha, gostosa, tava uma delícia. Mas aí o bicho pegou. Tudo girava. E não conseguia mais pensar, raciocinar. Alguém falava comigo e me dei conta que qualquer gesto afirmativo ou negativo com a cabeça fazia tudo piorar. Então comecei a dar sinal de positivo e negativo com o dedão.
Cheguei a conclusão que a bebida e eu temos um sério problema: Não nós suportamos.
E foi por essa razão que resolvi postar esse poema que encontrei. Eu mesma traduzi do espanhol para o portugues com a ajuda do dignissimo senhor meu namorado.
O poema fala da necessidade de beber com moderaçao.
Alberto Cortez
Sim senhor, sim senhor, o vinho faz o homem dizer o que sempre se cala. Que deveriam sair quando o homem bebe água. Vai buscando dentro do peito pelos silêncios da alma e vai lhe colocando vozes e transformando em palavras. As vezes saca de dentro uma tristeza, que por ser tristeza é amarga. Sobre seu palco de fogo a coloca a dançar descalça. Baila e bailando se cresce, até que o vinho se acabe e então volta a tristeza a ser o silencio da alma.
E então serão valentões. Sim senhor, o vinho faz o homem dizer o que sempre se cala. Coisas que queimam por dentro, coisas que apodrecem a alma daqueles que baixam os olhos, dos que escondem a cara. O vinho então libera a valentia encerrada e os disfarça em machos, como por arte da magia. Até que o vinho se acabe. Pois o valentão e o covarde, tem em comum, apenas a ressaca.
Sim senhor, o vinho faz o homem dizer o que sempre se cala. Muda o prisma das coisas quando mais lhes fazem falta. Há os que levam suas culpas como uma cruz nas costas. A impura se pensa pura, como quando era garota, e o seu estado negocia a extensão do seu drama. E tudo tem cores de castidade simulada. Pois sempre acabam, o vinho e os dois, na mesma cama.
Sim senhor, sim senhor. O vinho faz o homem dizer o que costuma calar. Porém, que lindo é o vinho. O que se bebe na casa daquele que está limpo por dentro e tem a alma brilhando. Aquele que nunca lhe treme o pulso quando toca uma guitarra, que não lhe falta um amigo nem noites para gasta-las , que quando tem um pecado, sempre se nota em sua cara. Que bebe o vinho por vinho e bebe a água por água.
Escrito por sandra santos às 19h26
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